"O Poeta
E tua alma, ó Poeta, não vive de entusiasmo e de amor,
De paixão, de compaixão, de inteligência
O que valem os rodeios de tuas habilidades,
De teus ardis?
Necessária é a ciência, abençoada a imaginação
E mais ainda, na quietude,
A experiência
E a união
À criação."
O dia amanhece
Veste-se, a caminhar.
O calçadão a espera,
Fica a contemplar.
Lindas cenas a extasiam,
Logo se põe a contemplar.
Impossível ficar indiferente,
Tendo por perto o mar.
Depois, começa a escrever,
Não sem antes se recordar.
Do início do seu dia,
Dos pequenos prazeres.
Vem a tarde, anoitece,
Já se vê a poetizar.
À noite, não lhe apetece
Nenhum prazer, só poetar.

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