Quando chegar minha velhice,
Já me bastará.
Tendo a saúde mental em dia,
Gosto muito da idade atual,
em um tempo em que a prosa estéril e tediosa vai substituindo toda a poesia da alma e do coração.”
"Sobre a Terra, antes da escrita da imprensa sempre existiu a poesia. "
(Foto pessoal Friburgo RJ)
"A verdadeira superação é quando amassam sua alma e, mesmo assim, você brilha."
Quisera estar num trem,
A apreciar, lentamente,
Tudo de belo, a natureza oferta.
Delicio-me com cachoeiras,
Árvores exuberantes,
Flores nas quaresmeiras tão lindas...
Em breve, viajarei de trem,
Meu coração saltitante estará...
Numa terra majestosa,
Cruzar fronteiras me alimenta,
Alegrando-me,
Tal escrever um leve poema.
Posso escrever os versos mais tristes essa noite.
Neruda
Menina amuada,
Olha a invasão
Ali ao lado do seu par.
Olha o seu lar,
Remete-o ao teu coração,
Será que fostes amada?
Menina amuada,
Tem bom coração
Exala perfume.
És transfiguração!
Pensa, sem ciúme:
Fui já amada?
Menina amuada, ![]()
Dorme extenuada,
Acorda aliviada,
Reflete acordada,
Serás amada?
Menina amuada,
Entrega o teu problema,
Vê, como num cinema,
O filme da tua vida a rolar...
Só desejas amar,
Ser amada.
Menina amuada,
És agora amada,
Com todo ardor.
Menina amada,
És agora transformada
Num turbilhão de amor poético.
Sou como as nuvens,
Rosadas,
Azuladas,
Tranquilas,
Desenhadas,
Longas,
Movimentadas,
Andantes,
No horizonte,
Até desaparecer...
Mil detalhes a cuidar,
Sem condição de nenhum amor lhe dar,
Recordo-me a dor experimentada no lar
Por parte de quem lhe deveria mimar.
Estreiteza com a tristeza,
Semelhança no trilhar se vê
No coração da indigente
Precisava se animar.
Infeliz do seu próprio destino,
Tem suas mãos acorrentadas,
Não gera laços fermentados
Triste desatino!
Como desprender-se da VIOLÊNCIA
Se as chaves se perderam por falta de abrigo
No coração de quem a prendia,
Fê-la correr tanto perigo?
Quanta força desmedida!
No desperdício da ignorância,
Nas frentes em conflitos, na ida e vinda
A cultuar a violência...
.
Quem garante ser isso vida?
Girassóis
Miro ao longe no porvir,
Vislumbro-os fascinada.
Dos majestosos girassóis gigantes,
Cheios de ânimo e generosidade.
Dão-me lição de bondade,
Em tudo, poetizar e servir.
Brilhantes como o sol são,
Com essa cor esmerada,
Olho-os esperançosa:
Revistam o meu coração,
Da sua cor amarelada,
Sentir-me-ei mais viçosa!
Sou como o girassol,
Dele me revisto,
Lição aprendida,
No coração, acolhida.
Pela rara poesia,
Eternamente encantada.
Observo-os tão entregues,
Sâo destaques.
No campo amarelado,
Eu, com força, salto.
Reverencio-os com ternura,
Sinto-me mais abrandada,
Ao contemplar a sua cor dourada.
Sei ser sol, tenho finura.
Como os girassóis,
Eles e eu estamos sós.
Um poema não se explica, é como um soco, e, se for perfeito, te alimenta para toda a vida.
Um Amigo é a mola do meu viver,
Movo-me a doar-me a ele.
Ânimo e união urgem,
Zelo é um veio.
Amor é fogo, arde no âmago do amigo,
Zombar e difamar não fazem bem.
Dar valia ao falado,
Não lhe deixar embaixo do fardo dele.
Dar-lhe alegria na alma lhe ajudar,
É feliz no elo inoxidável.
O amigo fiel é um refrigério ao irmão,
Quem defende o amigo faz um gol.
Bola na rede fraterna
Da mais pura e leal poesia.
Sou pote. A poesia é agua. Rubem Alves É inacreditável, Não envelheço no ânimo, Na generosidade, vontade de viver. Quando chegar minha v...