Às vezes, sai de si,
percorre estradas com neve,
pelas montanhas dos Alpes,
sobe trilhas, chega ao cume,
tem visão deslumbrante,
casas com lareiras,
árvores invernais,
folhas secas,
vestígios de caramelo,
lareiras acesas,
chaminés fumegando,
no calor da poesia.
Às vezes, sai de si,
é a chama da fogueira,
o vento, a chuva fina,
o temporal, a torre da igreja,
o tilintar do sino,
do nascente ao poente,
uma ovelha do seu rebanho,
com vontade de se deitar,
dormir um sono da paz,
sem palavra alguma,
no paraíso terrestre,
acordar ternamente,
nos braços da Poesia.

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