sexta-feira, 13 de março de 2026

Poema Sem Nome

(foto pessoal)



 O que o vento não levou

No fim tu hás de ver que
as coisas mais leves são as únicas
que o vento não conseguiu levar:

um estribilho antigo
um carinho no momento preciso
o folhear de um livro de poemas
o cheiro que tinha o próprio vento...

(Mario Quintana)



Pequenina como orvalho,

Recém-nascida, anônima,

A poetizar passou.


Olhou o poema,

Voou, pousou...

Convidou-a a viver.


Foi certeza nos olhos,

Com presteza, a poetar.

Encantou-se,

Resistiu, surpreendida...


Sem nome,

Achado, encontrado,

Simplesmente vencido...

Partilhou da sua dor.


O poema fortuito

Jamais a abandonou,

É  elo efusivo,

Escrito compulsivo.





Luzes

  "Às vezes a poesia é uma pessoa." T ranquilidade, Lâmpada cheia de brilho. I luminação falha... Luzes trêmulas. A pagam-se, Perd...