(foto pessoal Petrópolis RJ)
Com as lágrimas do tempo e a cal do meu dia eu fiz o cimento da minha poesia.
(Vinícius de Moraes)
Às vezes, sai de si,
percorre estradas com neve,
pelas montanhas dos Alpes,
sobe trilhas, chega ao cume,
tem visão deslumbrante,
casas com lareiras,
árvores invernais,
folhas secas,
vestígios de caramelo,
lareiras acesas,
chaminés fumegando,
no calor da poesia.
Às vezes, sai de si,
é a chama da fogueira,
o vento, a chuva fina,
o temporal, a torre da igreja,
o tilintar do sino,
do nascente ao poente,
uma ovelha do seu rebanho,
com vontade de se deitar,
dormir um sono da paz,
sem palavra alguma,
no paraíso terrestre,
acordar ternamente,
nos braços da Poesia.

%20(1)%20(1)%20(4).png)
En el paraíso terrenal,
ResponderExcluirdespertar con ternura,
en los brazos de la Poesía...
¡Bonitos versos, Roselia!
Un abrazo y feliz día.
No paraíso terrestre,
Excluirdespertar com ternura,
nos braços da Poesia...
Versos belíssimos, Roselia!
Abraços e tenha um ótimo dia.
Roselia querida,
ResponderExcluirSeu texto é daqueles que não apenas descrevem uma paisagem constroem um mundo inteiro dentro da gente. Há nele esse movimento e é tão poético de “sair de si” e, ao mesmo tempo, reencontrar-se naquilo que se vê, se sente e se imagina.
As imagens que você cria neve, lareiras acesas, trilhas altas, chaminés fumegando parecem saídas de um silêncio cheio de significado. É como se a alma caminhasse pelos Alpes e, ao mesmo tempo, pelas próprias memórias. E essa alternância entre o frio lá fora e o fogo interno dá ao poema um calor indescritível.
E quando você diz que às vezes somos vento, chuva fina, o sino que tilinta, ou até a ovelha cansada buscando descanso, há uma verdade profunda aí: a poesia nos transforma em tudo aquilo que precisamos ser para sobreviver aos dias.
Seu texto é convite
e aconchego.
Jornada
e descanso.
É neve pousando
e lareira acesa no peito.
Lindo demais, Roselia.
Com carinho,
Fernanda👏🏻👏🏻👏🏻
Profundo poema. Te mando un beso.
ResponderExcluir