"Eu não sei a poesia.
A poesia é que me sabe."
Noite de Natal
Sinto saudade
Do ar puro,
Do frescor e da partilha,
Da mesa farta,
Da festa a quatro, a cinco, a seis...
Da alegria,
Dos presentes dados,
Das atenções repartidas,
Do ar de festa...
Da doce expectativa,
Do viajante a chegar,
Do carro cheio,
Da amizade fraterna,
Das lágrimas sentidas,
Na despedida, derramadas...
Do desejo do hoje,
Dos sonhos acalentados,
Dos planos desfeitos...
Hoje, resta do lar
Apenas fotos
Presas às lembranças
Na doce arte de poetizar.

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Linda poesia das saudades. Ainda bem poetizas maravilhosamente! beijos, Feliz Natal! chica
ResponderExcluirQuerida Roselia,
ResponderExcluirteu poema chega como um sussurro de Natal que não faz barulho, mas toca fundo. Há uma beleza serena na forma como transformas a saudade em morada, como quem aceita que algumas mesas agora são feitas de lembranças, e ainda assim permanecem fartas de sentido.
Quando dizes que a poesia é quem te sabe, fica claro: ela te conhece por dentro, caminha contigo pelas ausências, recolhe as lágrimas da despedida e as devolve em forma de palavra mansa. Isso é dom não aprendido, mas vivido.
Que este Natal, mesmo atravessado por silêncios, te envolva em ternura. Que as fotos sigam aquecendo o coração e que a poesia continue sendo esse lugar onde todos ainda se encontram.
Feliz Natal, minha querida!
Fernanda 😘
Paso a desearte una feliz navidad para ti y tu familia. Te mando un beso
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