terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Anjo de Natal

 



Ser poeta não é uma ambição minha.
É a minha maneira de estar sozinho. 

Alberto Caeiro

Anjo de Natal


Era uma vez um anjinho,

Ficou pensando nos mimos às pessoas,

Acordou-se, evidentemente,

O mundo andava banal.


Tão desatento ao semelhante...

Tão sem generosidade... 

Tão sonso...

Tão sem amor fraterno...

Tão tímido em gentilezas sinceras...

Tão tuberculoso de afeto verdadeiro...

Tão sem poesia...



T
ão cheio de si...

Tão arrogante...

Tão prepotente...

Tão ganancioso...

Tão materialista...

Tão ambicioso...

Tão consumista...

Tão sem poesia...


Tão consumista...

Tão entediado...

Tão desnorteado...

Tão cheio de futilidades...

Tão inconsequente...

Tão sem poesia...



Resolveu distribuir

Fraternidade...

Humildade...

Poesia na alma...

Natal no coração...






2 comentários:

  1. Que linda ideia teve esse anjinho lindo para melhorar o mundo tão cheio de coisas estranhas:Resolveu Poesias doar!
    Adorei!
    FELIZ NATAL! beijos, chica

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  2. Profundo y bello poema. Feliz navidad para ti y tu familia. Te mando un beso

    ResponderExcluir

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