(foto pessoal Guarapari ES
A poesia não é sobre quantidade, é sobre presença afetiva.
No silêncio do outono,
com pingos plúmbeos,
escreve versos,
diverte-se.
No viver, existe um tempo,
difícil, oportuno,
o gosto vem aos poucos,
cedo, benquisto.
Urge ser modesta,
curtir bem desperta,
poetar feliz, sem medo,
no calor do coração.
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Querida amiga,
ResponderExcluirO poema revela uma maturidade serena, dessas que não precisam provar nada, apenas estar. Logo no início, ao afirmar que a poesia não é sobre quantidade, mas sobre presença afetiva, vice estabelece um pacto silencioso com quem lê : aqui, cada verso importa não pelo excesso, mas pelo cuidado.
O outono, com seus pingos plúmbeos e seu silêncio, surge não como melancolia estéril, mas como espaço fértil de escuta. É nesse recolhimento que a poesia se escreve quase sozinha, como quem se diverte sem alarde, encontrando beleza no gesto simples de existir.
Há também uma sabedoria do tempo esse tempo que é difícil e oportuno ao mesmo tempo. O “gosto que vem aos poucos” sugere aprendizado, aceitação, uma alegria que não se impõe, mas amadurece. Nada é apressado, tudo é sentido.
O fecho do poema é um convite ético e afetivo: ser modesta, estar desperta, poetar sem medo. Você Roselia, nos lembra que a verdadeira poesia nasce do calor do coração, não da urgência de ser vista, mas da coragem tranquila de sentir.
É um poema que não alardeia e permanece. Justamente por isso, toca.
Beijinho querida
Fernanda
Oi, minha querida! E não é que o silêncio às vezes fala mais do que os "barulhos" Adorei teus versos!
ResponderExcluirFeliz 2026 e muita poesia!
Abraço!