sábado, 3 de janeiro de 2026

Poesia Silenciosa

(foto pessoal Guarapari ES

A poesia não é  sobre quantidade,  é  sobre presença afetiva.


No silêncio do outono,

com pingos plúmbeos,

escreve versos,

diverte-se.


No viver, existe um tempo,

difícil, oportuno,

o gosto vem aos poucos,

cedo, benquisto.


Urge ser modesta,

curtir bem desperta,

poetar feliz, sem medo,

no calor do coração.


2 comentários:

  1. Querida amiga,

    O poema revela uma maturidade serena, dessas que não precisam provar nada, apenas estar. Logo no início, ao afirmar que a poesia não é sobre quantidade, mas sobre presença afetiva, vice estabelece um pacto silencioso com quem lê : aqui, cada verso importa não pelo excesso, mas pelo cuidado.

    O outono, com seus pingos plúmbeos e seu silêncio, surge não como melancolia estéril, mas como espaço fértil de escuta. É nesse recolhimento que a poesia se escreve quase sozinha, como quem se diverte sem alarde, encontrando beleza no gesto simples de existir.

    Há também uma sabedoria do tempo esse tempo que é difícil e oportuno ao mesmo tempo. O “gosto que vem aos poucos” sugere aprendizado, aceitação, uma alegria que não se impõe, mas amadurece. Nada é apressado, tudo é sentido.

    O fecho do poema é um convite ético e afetivo: ser modesta, estar desperta, poetar sem medo. Você Roselia, nos lembra que a verdadeira poesia nasce do calor do coração, não da urgência de ser vista, mas da coragem tranquila de sentir.

    É um poema que não alardeia e permanece. Justamente por isso, toca.

    Beijinho querida
    Fernanda

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  2. Oi, minha querida! E não é que o silêncio às vezes fala mais do que os "barulhos" Adorei teus versos!

    Feliz 2026 e muita poesia!
    Abraço!

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