segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Trançando a dor

(foto pessoal)

"Você nunca será capaz de experimentar tudo. Então, por favor, faça justiça poética à sua alma e, simplesmente, experimente a si mesmo."


Trancei minha tristeza,

ela está aprisionada,

não pode se mover.


Cabelos soltos ao vento

podem espalhar a melancolia

sem pedir licença.


O corpo todo fica triste,

assim eu prendo a dor,

bem firme e dou um nó.


Não deixo me contaminar,

minha trança é proteção

às dores da alma e do coração.




2 comentários:

  1. He perdido mi pena,
    está encarcelada,
    No puede moverse...

    ¡Qué descriptivo, Roselia! Me llegan hondo estos versos.
    Espero que pases un buen día.
    Un abrazo, amiga.
    Tienes también abierta la puerta a mi espacio de poesía.





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  2. Boa noite Rosélia,
    no teu poema a tristeza torna-se quase uma matéria tangível que escolhes trançar, conter, não para negá-la, mas para impedir que invada todo o espaço interior, a trança surge como um gesto íntimo e simbólico, um laço firme entre vontade e fragilidade, enquanto os cabelos soltos ao vento sugerem que a melancolia poderia se espalhar livremente se a deixássemos agir, contaminar o ar sem pedir licença, mostras com precisão como todo o corpo participa dessa emoção, como a dor procura expandir-se, e como decides então segurá-la com firmeza, dar-lhe um nó com lucidez, a tua trança torna-se proteção, barreira silenciosa contra as feridas da alma e do coração, um ato de resistência delicado, porém determinado, o teu texto fala de uma força discreta, de uma escolha consciente de não se deixar invadir, e é essa contenção, essa elegância na luta interior, que torna o teu poema profundamente comovente, desejo-te uma noite serena, que esta mesma proteção continue a envolver-te e que a noite te traga paz e clareza, Bss, Régis.

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