(fot pessoal- Ilha de Marajó - Belém do Pará)
Em algum lugar, numa fazenda,
Há palhoças.
Em torno, alpendres e tendas
De um velho casarão, varanda.
A viajante cansada e terna
Alivia-se da cidade grande.
Lá encontra a bênção fraterna
A qualquer hora, a hospitalidade.
Dia e noite de luar.
Numa rede a poetizar
Ou numa cadeira a balançar.
Recebe a paz em profusão,
Distende o coração.
O coco verde, o cantar do galo,
A maritaca sem cerimônia,
Alegria total no lar,
Não fossem os doces a engordar.
Quase uma hospedagem sagrada.
A riqueza da bondade a se alinhar.
Pouco a pouco, desvendar
Mais um altar da poesia...
Há como não ficar extasiada?

%20(1)%20(2)%20(2)%20(3).png)
Nenhum comentário:
Postar um comentário