domingo, 3 de maio de 2026

Como os Girassóis



Eu não sou um intelectual, escrevo com o corpo.
Clarice Lispector

Girassóis


Miro ao longe no porvir,

Vislumbro-os fascinada.


Dos majestosos girassóis gigantes,

Cheios de ânimo e generosidade.


Dão-me  lição de bondade,

Em tudo, poetizar e servir.


Brilhantes como o sol são,

Com essa cor esmerada,


Olho-os esperançosa:

Revistam o meu coração,


Da sua cor amarelada,

Sentir-me-ei mais viçosa!


Sou como o girassol,

Dele me revisto,


Lição aprendida,

No coração, acolhida.


Pela rara poesia,

Eternamente encantada.


Observo-os tão entregues,

Sâo destaques.


No campo amarelado,

Eu, com força, salto.


Reverencio-os com ternura,

Sinto-me mais abrandada,


Ao contemplar a sua cor dourada.

Sei ser sol, tenho finura.


Como os girassóis,

Eles e eu  estamos sós.




A Poesia Faz Gol

 


 

Um poema não se explica, é como um soco, e, se for perfeito, te alimenta para toda a vida.




Um Amigo é a mola do meu viver,

Movo-me a doar-me a ele.   


Ânimo e união urgem, 

Zelo é um veio. 


Amor é fogo,  arde no âmago do amigo, 

Zombar e difamar não fazem bem. 


Dar valia ao falado, 

Não lhe deixar embaixo do fardo dele. 


Dar-lhe alegria na alma lhe ajudar,

É feliz no elo inoxidável. 


O amigo fiel é um refrigério ao irmão, 

Quem defende o amigo faz um gol. 


Bola na rede fraterna 

Da mais pura e leal poesia.


Como os Girassóis

Eu não sou um intelectual, escrevo com o corpo. Clarice Lispector Girassóis M iro ao longe no porvir, Vislumbro-os fascinada. D os majestoso...