quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Solitude

 

(Foto pessoal Santa Mônica ES)

O poeta foi visto por um rio,
por uma árvore,
por uma estrada..
.

(Mário Quintana)


Como não se sentir só?

Intragável a dor, corrói,

Prende, dilacera a alma.


Só e devastadora,

Cúmplice do mal,

Insistente, pecaminosa.


Poetar  alarga seus caminhos

Em busca de sonhadores.

Encontra-se povoada

De Poemas desbravadores.


Vive, vence a amarga,

Não mais derrotada,

Mantém-se Inspirada,

Vá com Deus, solidão!



6 comentários:

  1. A solidão não mata ,mas mói, é o que dizem.
    Realmente, nenhum ser humano foi feito para viver sozinho.
    Abraço de fraterna amizade.
    Juvenal Nunes

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  2. Querida Roselia

    Começas dialogando com Quintana e, a partir dessa reflexão de som poético, constróis uma navegação emocional belíssima: da dor solitária à libertação pela palavra.

    A forma como personificas a solidão áspera, cúmplice do mal, insistente toca fundo, porque reconhecemos nela nossas próprias noites internas. Mas o mais bonito é a virada: quando o “poetar” surge como caminho, como construção para os sonhadores, como território povoado de esperança.

    Teu verso final é um gesto de coragem: não nega a dor, mas se despede dela com fé e dignidade. Há força suave, maturidade sensível e luz na tua escrita.

    Um texto que abraça quem lê e lembra que a poesia também é abrigo, cura e recomeço parabéns

    Beijo
    Fernanda

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  3. Bonjour Rosélia, ton poème traverse la solitude avec une justesse poignante, sans jamais la trahir, il fait de la douleur une matière vivante, âpre mais profondément humaine, j’aime cette façon d’ouvrir l’âme vers les rêveurs, comme une respiration au milieu du combat, les mots portent à la fois la chute et l’élan, l’ombre et la foi fragile, c’est un poème qui ne console pas à la légère, mais qui accompagne avec dignité, bisous, Régis.

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  4. Bonjour Rosélia,
    Voici jeudi qui pose un pas d’or sur le temps,
    La semaine se penche et soupire doucement,
    Les heures se défont comme un ruban de soie,
    Laissant filer le jour vers un calme émoi.
    Déjà l’air s’illumine d’un repos deviné,
    Le monde ralentit, prêt à se déposer,
    Et le cœur, apaisé par ce fragile instant,
    S’abandonne au silence des jours finissants.
    Que cet après-midi s’étire avec douceur et lumière,
    Je te souhaite un bel instant, paisible et sincère.
    Bisous, 𓅓🪶
    𖤍☙✦⮩༻℟égis༺⮨✦❧𖤍

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    Respostas
    1. Olá Rosélia, seu poema atravessa a solidão com uma precisão pungente, sem jamais a trair; transforma a dor em uma substância viva, dura, mas profundamente humana. Adoro essa maneira de abrir a alma aos sonhadores, como um sopro em meio à luta. As palavras carregam tanto a queda quanto a ascensão, a sombra quanto a fé frágil. É um poema que não consola superficialmente, mas acompanha com dignidade. Beijos, Régis.

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  5. É a solidão que inspira os poetas, cria os artistas e anima o gênio.
    O Poema nasce solitário, depois liberta-se e vagueia entre galáxias, acende estrelas e faz pulsar corações!...

    Uma noite serena para ti Roselia.
    Um fraterno e carinhoso abraço.

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