(foto pessoal)
"Não sei tu, mas eu costuro as feridas com poemas."
No campo, escuto a voz dos animais,
Visualizo bois pastando em meio ao gado espalhado,
Delicio-me com o concerto dos pássaros,
A chuva fininha a acalentar-me ainda mais...
O cachorro da vizinhança põe-se a esbravejar,
Ovelhinha por lá não vale, nem rato chia,
A cabra berra igual ao burro,
Como tem pomba a arrulhar, grilo a trilhar!
Pasmo a perceber...
Há, por lá, escravo das paixões:
São pessoas com outras vozes...
De acordo com interesses e ocasiões...
Lá, tudo é rodeado de poesia.

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Minha estimada Rosélia
ResponderExcluirHá aqui uma singeleza que não é fraqueza ,é escolha. O poema começa com uma imagem íntima e poderosa, esse “costurar feridas com poemas”, que funciona como chave de leitura: tudo o que se segue é cura observada no mundo.
A paisagem rural surge quase como um coro vivo, onde cada som dos animais à chuva, compõe uma harmonia natural, contrastando subtilmente com as “outras vozes” humanas. É precisamente aí que a mensagem se insinua: entre a autenticidade do instinto e a dissonância dos interesses.
Breve, mas honesto, o poema deixa no ar a ideia de que a poesia não está apenas nas palavras, está na escuta atenta e na forma como escolhemos remendar o que em nós se rasga.
A simplicidade escondendo uma mensagem poderosa.
Gostei muito.
Deixo um beijo
:)
https://olharemtonsdemaresia.blogspot.com/
Na natureza tudo é lindo! Adoro ver e contemplar os animais, cada um com sua voz e peculariedade! beijos, chica
ResponderExcluirAs vozes dos animais lembram-nos da importância de respeitar e compreender outras formas de vida. Reconhecer a sua presença e o seu papel no equilíbrio natural é essencial para uma convivência mais consciente e harmoniosa com o mundo que nos rodeia.
ResponderExcluirBeijinhos,
Daniela Silva 🩷
Alma Leve
Lindo poema. Te mando un beso.
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