(foto pessoal)
O que o vento não levou
No fim tu hás de ver que
as coisas mais leves são as únicas
que o vento não conseguiu levar:
um estribilho antigo
um carinho no momento preciso
o folhear de um livro de poemas
o cheiro que tinha o próprio vento...
(Mario Quintana)
Pequenina como orvalho,
Recém-nascida, anônima,
A poetizar passou.
Olhou o poema,
Voou, pousou...
Convidou-a a viver.
Foi certeza nos olhos,
Com presteza, a poetar.
Encantou-se,
Resistiu, surpreendida...
Sem nome,
Achado, encontrado,
Simplesmente vencido...
Partilhou da sua dor.
O poema fortuito
Jamais a abandonou,
É elo efusivo,
Escrito compulsivo.

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