sexta-feira, 13 de março de 2026

Poema Sem Nome

(foto pessoal)



 O que o vento não levou

No fim tu hás de ver que
as coisas mais leves são as únicas
que o vento não conseguiu levar:

um estribilho antigo
um carinho no momento preciso
o folhear de um livro de poemas
o cheiro que tinha o próprio vento...

(Mario Quintana)



Pequenina como orvalho,

Recém-nascida, anônima,

A poetizar passou.


Olhou o poema,

Voou, pousou...

Convidou-a a viver.


Foi certeza nos olhos,

Com presteza, a poetar.

Encantou-se,

Resistiu, surpreendida...


Sem nome,

Achado, encontrado,

Simplesmente vencido...

Partilhou da sua dor.


O poema fortuito

Jamais a abandonou,

É  elo efusivo,

Escrito compulsivo.





2 comentários:


  1. Olá, amiga Roselia!
    O poema muitas vezes não precisa de ter nome, para sentir poesia.

    Poesia na essência
    no sentir, na emoção
    são palavras livres ao vento
    que saem do coração.

    Gostei muito deste poema, estimada amiga.

    Deixo os votos de um ótimo fim de semana, com tudo de bom.

    Beijinhos, com carinho e amizade.

    Mário Margaride

    http://poesiaaquiesta.blogspot.com
    https://soltaastuaspalavras.blogspot.com

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