sexta-feira, 19 de junho de 2026

O Fel da Frieza




"Ninguém sai de um poema com a mesma roupa que entrou".


 

Primeiro, eu choro,

Depois, respiro fundo.

Há pessoas sentidas como eu, 
Muito parecidas com o modo de sentir
O feito no meu coração.

Não só tento... 
Ouso dizer amar bem direitinho, 
Com toda generosidade do meu coração, 
Dando tudo de mim, 
Sem reservas, mesmo não resulte. 

A frieza tem o peso do abandono,
Sei como pesa...

Mataram-me sem amor,
Não pude mais ressuscitar,
Segui, mesmo abandonada.

A autoestima venceu minha dor aguda. 
Afasto-me, rejeitada,
Outros me acolhem com amor.

Dói demasiadamente,
Põe-me de novo em lágrimas doloridas,
Com poesias lacrimejantes doídas.

Sem a escrita, a dor de receber frieza 
Por parte dos amados,
Seria ainda muito maior.

Cheia de encantamento, recomeço,
A natureza não me trata com estranheza,
É uma verdadeira poesia de delicadeza.







3 comentários:

  1. Bom dia, amiga Roselia!
    Poema intenso, profundo, dolorido, mas muito belo, que muito gostei.

    Deixo os votos de um feliz fim de semana, com tudo de bom.
    Beijinhos, com carinho e amizade.

    Mário Margaride

    http://poesiaaquiesta.blogspot.com
    https://soltaastuaspalavras.blogspot.com

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  2. Que bom que na poesia encontras acolhida...
    Ninguém merece o fel da frieza...Afff! beijos, lindo domingo e feliz inverno! chica

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