Chega a noite, silêncio profundo
no tempo, ao redor, em meu coração.
O abajur dá luz, o calor oriundo
aquece minha alma, é comoção.
Estou na cama, contemplo a cela,
a cadeira me aconchega bem nela.
A penumbra me emociona. Há paz
no estar só, escrever me satisfaz.
Sentimentos vão e vêm, lágrimas
rolam e acalmam. Secam agruras,
fortalecem o espírito. Me apazigua
na noite e, ao cansaço, dá trégua.
Poesia é companhia, tira agonia,
entro em estado de boa sintonia.
Descubro que a luz está em mim,
meu eu é descansado com cetim.
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Minha casa näo é museu
Preciso prepararam a receber amigos,
Eu tenho as coisas a meu favor por aqui,
A facilitar minha vida cotidiana.
Sei onde está tudo,
Minha sala se transforma em meu espaço,
Tiro tudo meu ao receber alguém do meu coração,
Preciso dividir 'meu espaço'.
Eu preciso me sentir confortavelmente aqui.
E me sinto...
Minha casa é meu lugar preferido.
Posso percorrer o mundo,
Ficar aqui é bom demais.
Ninguém me perturba nem eu perturbo ninguém.
Visita só os íntimos dos íntimos.
É lugar sagrado, recolhe minhas dores,
Minhas necessidades e meu eu.
É para ser 'usada' minha casa,
Por ela, todo cuidado ao meu bem-estar,
Näo para mostrar posses, patrimônio a ninguém.
É presente divino a me abrigar cá na Terra.
Agradeço a Deus todo dia pelo meu Lar,
Não me gera escravidão, só harmonização.
Meu coração está nela,
Habito-a com todo meu ser e amor,
Inspiro-me, construo meus poemas sem dor.