terça-feira, 16 de junho de 2026

Egos Inflados


Camburiú, SC

(Ubatuba SP)

"Quem apresenta o poema é o poeta."



Há dores? Sim.
Há curas? Sim.
Entre moléstias,  viroses,
Temos as depressões e prepotência 
Abatendo a fraternidade da humanidade.

Pergunto-me se médicos estão preparados
A tal calamidade de egos inflados?
Competência muitos têm, 
Serão os arrogantes pacientes... 
Querem sair do quadro cruel?
Deixem aflorar os poemas decentes.





7 comentários:

  1. Querida Roselia,

    Seu poema toca numa ferida que nem sempre aparece nos exames ou nos diagnósticos. Há doenças do corpo que desafiam a medicina, mas há também as enfermidades da alma, entre elas a arrogância e os egos inflados, que tantas vezes enfraquecem a fraternidade humana.
    Gostei da forma como você contrapõe dor e cura, levando-nos a refletir que nem todo tratamento depende apenas da ciência; alguns exigem humildade, autoconhecimento e disposição para reconhecer as próprias fragilidades. Talvez seja por isso que a poesia tenha um papel tão importante: ela alcança lugares onde receitas e prescrições não conseguem chegar. Seu poema convida à reflexão e nos lembra que a verdadeira cura começa quando deixamos de lado as certezas excessivas e permitimos que a sensibilidade floresça.

    Com carinho,
    Fernanda

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  2. Que foto tão linda,Roselia! E os egos realmente parecem cada vez mais inflar...Tua poesia linda!
    beijos, chica

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  3. Boa tarde Rosélia!
    Um poema de reflexão interessante, que estabelece um paralelo entre as doenças do corpo e as fragilidades do carácter humano. Com simplicidade e sentido crítico, o poeta chama a atenção para a arrogância e a prepotência como males que enfraquecem a fraternidade, sugerindo a poesia como um caminho para a sensibilidade, a consciência e a mudança
    Um foto muito bonita.
    Boa semana.
    Beijo de amizade
    :)
    https://olharemtonsdemaresia.blogspot.com/

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  4. Sim há dores, mas também a cura. Essa poesia é uma verdadeira oração. Aleluia.

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  5. Un poema siempre puede animarte. Te mando un beso.

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  6. Belo e reflexivo poema, Rosélia. Afinal, para muitos dos nossos males, a sensibilidade da escrita funciona como um verdadeiro bálsamo para a alma e para a sociedade, criticando com precisão o ego e a arrogância. É nesse cenário que surge o poeta como o condutor dessa mensagem, aquele que diagnostica o invisível aos olhos frios. A receita para abandonar esse 'quadro cruel' não está nos remédios tradicionais, mas sim em permitir que a sensibilidade e a decência da poesia floresçam.
    Gostei do poema.
    Um abraço, Rosélia!

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  7. Um poema que convida à reflexão sobre os males invisíveis da sociedade, lembrando que a humildade, a fraternidade e a poesia podem ser importantes remédios para os excessos do ego...


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