quinta-feira, 5 de novembro de 2026

À Mercê da Inspiração



A Poesia pertence a qualquer pessoa disposta a encarar a linguagem com intimidade, sem pedir licença para habitar o território do sensível.


Antes era escrito assim como acima na minha antiga Olivetti que ganhei do meu pai amado aos 12 anos no término do curso de datilografia...





Agora é assim que escrevo o poema abaixo...


De frente à sua mesinha, 

O notebook a espera...

Ela tem na mão uma caneta,

Caderno de rascunho aberto…


Seus dedos ágeis, 

Teclam um turbilhão de ideias,

Inspirações múltiplas,

Pululam sua mente.


A chave pendurada, 

A janela entreaberta,

O relógio na parede,

A garrafinha de água…


Cada objeto serve de mote,

O ambiente é  inspirador,

Pilhas de livros por perto

A lhe dizerem do seu poder.


O café fumegante ao lado, 

A cafeína lhe estimula,

Um livro bem aberto,

Numa página inebriante. 


Tudo enfeita seu poema 

Com fios brilhantes prateados,

A criatividade jorra 

Do seu coração escritor.


Cada surpresa atrai um verso, 

Tudo  está em movimento,

O ar aguça ainda mais 

Sua poesia livre. 


Pensa na capa nova,

Em tom índigo, vivaz,

No azul, a contracapa inova,

Quiçá no turquesa?


O próximo já se elegeu, 

Ele é voluntarioso,

Em sépia... as cores terras

Agradam à poetisa amadora. 


O marrom ou castanho,

O avermelhado amarronzado,

Ou claro ou escuro, 

Não lhe é estranho.


 

Participo da iniciativa da amiga Chica 


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A Poesia pertence a qualquer pessoa disposta a encarar a linguagem com intimidade, sem pedir licença para habitar o território do sensível. ...