domingo, 4 de janeiro de 2026

Pérola Negra

(Foto pessoal Buenos Aires ES)


O alfabeto alimenta as palavras mais bonitas.
(Everson Russo)


Quanto mais sangra seu coração,


dilacerado fica seu viver,

aquebrantados seus sonhos.


Mais apurados ficam seus poemas.

exalam fortaleza de espírito,

alicerce do coração contrito.


Nos afetos desprezados, 

a poesia escorre nela, 

numa ternura da cor escarlate.


No amor arruinado,

a poesia emana dela, 

é doçura rubra transformadora.


Dói... É cruel... 

Destroços dela se dissolvem

Como mágica narrativa.


Até papiro fundamentar a mazela 

em forma de beleza rara,

extraída na lama do abandono.


Seu coração tem pérolas negras,

difícil  "um qualquer" o encontrar,

é cumprida a Palavra.


Na essência do seu eu real,

ferido, abandonado,

é curado da ausência do vazio.



sábado, 3 de janeiro de 2026

Poesia Silenciosa

(foto pessoal Guarapari ES

A poesia não é  sobre quantidade,  é  sobre presença afetiva.


No silêncio do outono,

com pingos plúmbeos,

escreve versos,

diverte-se.


No viver, existe um tempo,

difícil, oportuno,

o gosto vem aos poucos,

cedo, benquisto.


Urge ser modesta,

curtir bem desperta,

poetar feliz, sem medo,

no calor do coração.


sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Poesia do Era Uma vez

 

(foto pessoal)



"Escrevo à toa enquanto chove. Mas não encontro o verso certo, a palavra justa para te contar meu medo." 
(Caio Fernando Abreu)


Era uma vez uma menina,
ela adorava ler poemas 
desde pequenina. 

Seu padrinho lhe dava
presentes em livros 
de poesias infantis. 

Alimentada na criatividade,
cresceu com gosto 
à leitura diversificada. 

A alegria estampada, 
em seu rosto sorridente, 
a cada poema era gigante.


Ama poetar singelamente, 

envolve-se de ternura.


Inspiração vem do Alto, 

do Habilidoso Escritor.


Ecoa nela com emoção,

poetizar é Dom do Doce Amor.




quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Poema Novo

 

(foto pessoal Niteroi Rj)


“Poetas deviam pairar constantemente nas montanhas e nos cedros, como condutores que são.

Não podes nem deves deixar a musa em ócio, porque, além de um pecado, seria uma desconsolação.

Se és feliz, escreve; se és infeliz, escreve também.

O remédio assemelha-se um pouco às panaceias universais inventadas pelos charlatães, mas também é o único remédio que não se vende, porque Deus o dá aos seus escolhidos. 

É inútil dizer que, para ser escolhido, não basta rimar algumas estrofes em horas de desfastios, é preciso sentir a Poesia e morrer com ela.”


Flores novas,


Terra nova,

Cores novas,

Nova visão,

Novo encanto,

Novo ano,

Vida nova,

Poema novo.




quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Inspiração do Alto

 

(foto pessoal)


Quiçá saia de formalidades,

Atente às promessas divinas

Feitas para mim?!


Promete, cumpre,

Ele me inspira...

Rumo a um novo poema.


Suscita poemas especiais,

Prossigo rumo ao poema,

Em como devo poetar.


Tenho a Sua Proteção.

O Poeta Mor me impele

Às maravilhosas inspirações.






No Verde, a Poesia Voeja

 


(Foto pessoal Guarapari ES)


"A poesia é mal-educada. "

(Bráulio Bessa)


As palavras voam das suas mãos
como pássaros livres, sem senões.

Voejam dela deliberadamente,
vive solitária, comedidamente.

Em contrição, acolhe inspirações,
elas não falham em emoções.

O Artesão livre lhe doa demãos,
pinta da cor azul às sensações.

No verde da esperança, a poesia
feita lhe contempla a cada dia.

Espalmada, retribui escrevendo,
põe no papel tudo, vai vendo.

São rabiscos da sua alma,
cada palavra,  tanto lhe acalma.

Emocionada, poetando com amor,
aliviando bem toda pena e dor.



terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Bucólica Poetisa



(foto pessoal Conservatória RJ)

"A Poesia leva‑nos a lugares onde nenhum pormenor escapa à vigília do olhar."


Entre garbosos arvoredos campais,

Com esbeltas paisagens colossais,
Entretém-se a pastora, com livros.


Eles lhe soam suaves refrigérios,
Volta-se, ditosa, ao seu aconchego
Na bucólica Poesia.


Embrenha-se pelos verdes prados,
Contempla cores, flores e verdes,
Descerram as doces áureas tardes,

Descortinam todos seus enredos.

Volta-se, airosa, ao seu aconchego,
Na bucólica Poesia.


Terna leitura leve, sem acidez,
Molda-lhe e à toda sua lucidez.
Entardece no augusto povoado.


Ouve toques do sino tão esperado,
Volta-se, alegre, ao seu aconchego,
Na bucólica Poesia.


Desperta-se enlevada, canta,
Louva, gratidões lhe refrescam
Vespertino momento sem pranto.


Aves, ar livre, tanto lhe encantam,
Volta-se, venturosa, ao aconchego,
Na bucólica Poesia.

A Alegria de Escrever

  A Alegria de poder falar o que penso e sinto, sem que ninguém proíba minha voz e vez. Nunca imaginei que seriam tantos... por isso sinto t...