Vou envolta em poesia e no amor,
Posso escrever os versos mais tristes essa noite.
Neruda
Menina amuada,
Olha a invasão
Ali ao lado do seu par.
Olha o seu lar,
Remete-o ao teu coração,
Será que fostes amada?
Menina amuada,
Tem bom coração
Exala perfume.
És transfiguração!
Pensa, sem ciúme:
Fui já amada?
Menina amuada, ![]()
Dorme extenuada,
Acorda aliviada,
Reflete acordada,
Serás amada?
Menina amuada,
Entrega o teu problema,
Vê, como num cinema,
O filme da tua vida a rolar...
Só desejas amar,
Ser amada.
Menina amuada,
És agora amada,
Com todo ardor.
Menina amada,
És agora transformada
Num turbilhão de amor poético.
Sou como as nuvens,
Rosadas,
Azuladas,
Tranquilas,
Desenhadas,
Longas,
Movimentadas,
Andantes,
No horizonte,
Até desaparecer...
Mil detalhes a cuidar,
Sem condição de nenhum amor lhe dar,
Recordo-me a dor experimentada no lar
Por parte de quem lhe deveria mimar.
Estreiteza com a tristeza,
Semelhança no trilhar se vê
No coração da indigente
Precisava se animar.
Infeliz do seu próprio destino,
Tem suas mãos acorrentadas,
Não gera laços fermentados
Triste desatino!
Como desprender-se da VIOLÊNCIA
Se as chaves se perderam por falta de abrigo
No coração de quem a prendia,
Fê-la correr tanto perigo?
Quanta força desmedida!
No desperdício da ignorância,
Nas frentes em conflitos, na ida e vinda
A cultuar a violência...
.
Quem garante ser isso vida?
A cura vem pela fala, mas falar dói, então escreva... Freud Afeto se mede em obras, vindas do coração sensível, não tolera as injustiças,...