quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Caderno de Poesia II

(foto pessoal Araruama  RJ)

Os lugares-comuns, as frases feitas, os bordões, os narizes-de-cera, as sentenças de almanaque, os rifões e provérbios, tudo pode aparecer como novidade, a questão está só em saber manejar adequadamente as palavras que estejam antes e depois.

   (José Saramago)



É caderno de poesia,

registra inspirações,

anota o inesquecível.


É caderno de poesia,

esquece nós, desilusões,

fixa lembranças posteriores.


É caderno de poesia,

a memória não se apagará,

registra no seu alvará.

5 comentários:

  1. Lindo poema e ser caderno de poesia encanta sempre quem lê ou a ouve! beijos, tudo de bom,chica

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  2. Un cuaderno de poesía puede ser un verdadero tesoro.
    Esta vez te espera un conejito en mi blog.
    ¡Feliz día, Roselia!

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    Respostas
    1. Um caderno de poesia pode ser um verdadeiro tesouro.
      Desta vez, um coelhinho espera por você no meu blog.
      Feliz dia, Roselia!

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  3. Querida Roselia,

    Seu “caderno de poesia” dialoga com o pensamento de Saramago como quem compreende, com suavidade, que as palavras não precisam ser inéditas para serem verdadeiras basta que sejam suas. Nos seus versos, o caderno não é apenas objeto, mas guardião: abriga inspirações, esquece dores, fixa aquilo que retorna como claridade.

    Há em seu poema uma delicadeza que transforma memória em abrigo. Você registra o que merece permanecer e deixa que o resto na página em branco, onde não há rancor, apenas escolha. Assim, confirma o que Saramago diz: a novidade está menos nas frases e mais no coração que as ordena.

    Seu caderno de poesia é, antes de tudo, um caderno de vida e você o abre com uma ternura que ilumina.

    Beijo linda,
    Fernanda

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