quarta-feira, 29 de julho de 2026

No Aconchego da Poesia

 



Chega a noite, silêncio profundo

no tempo, ao redor, em meu coração.

O abajur dá luz, o calor oriundo

aquece minha alma, é comoção.


Estou na cama, contemplo a cela,

a cadeira me aconchega bem nela.

A penumbra me emociona. Há paz

no estar só, escrever me satisfaz.


Sentimentos vão e vêm, lágrimas

rolam e acalmam. Secam agruras,

fortalecem o espírito. Me apazigua

na noite e, ao cansaço, dá trégua.


Poesia é companhia, tira agonia,

entro em estado de boa sintonia.

Descubro que a luz está em mim,

meu eu é descansado com cetim.





Um comentário:

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