segunda-feira, 16 de março de 2026

Poesia Mutante

 

(foto pessoal)

"A poesia é a pintura dos ouvidos, assim como a pintura é a poesia dos olhos."





Vê galhos,

Árvores,

Flores,

Pedras...


Sol tênue,

Cenário belo,

Estradas,

Alguém canta...


Chega sorrindo,

Vive recitando,

Para um instante,

Medita, declama.


Relaxa cantando,

É livre e feliz.

Ela só busca

Licor de poesia.




sábado, 14 de março de 2026

Plenitude das Palavras

                  

Foto pessoal Nordeste)


Eu acho que a poesia será sempre importante. 

Porque a poesia pretende humanizar o outro.
E, nessa época nossa de brutalidade e de selvageria,
Através da poesia, pode haver um instante de redenção para o homem.
É  isso que eu sinto. 
(Hilda Hilst)


                   Tão puro deslumbre do momento,

provoca vertigens, sem tormento.
Vive um desmaio de desgostos,
há vibração, sem contragostos. 
Ple
    ni
      tu
        de
das palavras...

O panorama eleva seu coração,
fonte de ternura do eu emoção.
Há no ar equilíbrio, domínio,
sensação gostosa de dedicação.
Ple
    ni
      tu
        de
das palavras...

É leve, na pura contemplação,
seu ser está em  plena evolução.
Nuvens a observam calmamente,
seu mar a acompanha docemente.
Ple
    ni
      tu
        de
das palavras...

O balanço é suave, não a tonteia,
está plena, ele não a mareia.
a serenidade é envolvente em nós,
alivia penas, todos os seus nós.
Ple
    ni
      tu
        de
das palavras...



sexta-feira, 13 de março de 2026

Poema Sem Nome

(foto pessoal)



 O que o vento não levou

No fim tu hás de ver que
as coisas mais leves são as únicas
que o vento não conseguiu levar:

um estribilho antigo
um carinho no momento preciso
o folhear de um livro de poemas
o cheiro que tinha o próprio vento...

(Mario Quintana)



Pequenina como orvalho,

Recém-nascida, anônima,

A poetizar passou.


Olhou o poema,

Voou, pousou...

Convidou-a a viver.


Foi certeza nos olhos,

Com presteza, a poetar.

Encantou-se,

Resistiu, surpreendida...


Sem nome,

Achado, encontrado,

Simplesmente vencido...

Partilhou da sua dor.


O poema fortuito

Jamais a abandonou,

É  elo efusivo,

Escrito compulsivo.





quinta-feira, 12 de março de 2026

Recordação

 

(foto pessoal)


"Procura‑te num poema como se estivesses diante de ti. 

Verás que te vai habitar uma espécie de inocência, como se a tua sede desse lugar a uma nascente de água límpida. "





É atenção,


Respeito,


Tutela,


Vigilância,


Ruminação,


Convite à proteção, 


Do tesouro valioso, 


Da poesia no coração.




quarta-feira, 11 de março de 2026

Colheita Fértil

 

(foto pessoal Ilha do Governador RJ)

Subnutrido de beleza, meu cachorro-poema vai farejando poesia em tudo, pois nunca se sabe quanto tesouro andará desperdiçado por aí...
Quanto filhotinho de estrela atirado no lixo!

Mário Quintana


Pensamentos invadem o coração

na mais linda, terna emoção.


A poesia a ajuda a acalmar,

faz parte do seu doce amar.


Colhe frutos de perseverança,

vivencia terna bonança.


Poetiza o bem plantado, colhido,

togo ganho em seu duro ido.


Esvoaça sua roupa ao vento,

sente a brisa fresca ao relento.


Amanhece, anoitece na labuta,

a vida de poeta é luta.


Sente calor e paz na alma,

todo labor a acalma.


Sua colheita é bem fértil,

poetizar não a faz inútil.


terça-feira, 10 de março de 2026

Romanceando com a Vida

 

(Foto pessoal)


Benquerer sem refletir,

Despeito sem produto feliz.


Devemos, por tudo,

Com o interior ereto e pleno,


Esse mérito retribuir.

Tendo como objetivo Deus  

Envolvendo-nos.


Construindo-nos sempre...

Oferecer o recebido.


Em estrondo, extenso, frouxo e

 generoso...


Um enorme bem no centro de nós

 surge.

Eclodimos vivos e muito felizes.


Com o crescer do sentimento em

 nosso ser,

Cedemos novos rumos,

 embevecidos...


Plenos, envoltos de todo gozo

 possível 

No sentimento enorme surge no

 horizonte

Um poema inusitado,


Navego nele, bem quista,

Sentindo a poesia bem-vinda.







domingo, 8 de março de 2026

Hospedagem Poética

 

(fot pessoal- Ilha de Marajó - Belém do Pará)



Em algum lugar, numa fazenda,

Há palhoças.


Em torno, alpendres e tendas

De um velho casarão, varanda.


A viajante cansada e terna

Alivia-se da cidade grande.

Lá encontra a bênção fraterna


A qualquer hora, a hospitalidade.

Dia e noite de luar.


Numa rede a poetizar

Ou numa cadeira a balançar.


Recebe a paz em profusão,

Distende o coração.


O coco verde, o cantar do galo,

A maritaca sem cerimônia,


Alegria total no lar,

Não fossem os doces a engordar.


Quase uma hospedagem sagrada.

A riqueza da bondade a se alinhar.


Pouco a pouco, desvendar

Mais um altar da poesia...


Há como não ficar extasiada?





Afetividade Poética

  "Ando tão inundada de levezas que qualquer vento de te rnura me transforma em poesia. A poesia é sagrada". A feto se mede em obr...