Árvores,
Flores,
Pedras...
Sol tênue,
Cenário belo,
Estradas,
Alguém canta...
Chega sorrindo,
Vive recitando,
Para um instante,
Medita, declama.
Relaxa cantando,
É livre e feliz.
Ela só busca
Licor de poesia.
Árvores,
Flores,
Pedras...
Sol tênue,
Cenário belo,
Estradas,
Alguém canta...
Chega sorrindo,
Vive recitando,
Para um instante,
Medita, declama.
Relaxa cantando,
É livre e feliz.
Ela só busca
Licor de poesia.
Eu acho que a poesia será sempre importante.
Tão puro deslumbre do momento,
O que o vento não levou
Pequenina como orvalho,
Recém-nascida, anônima,
A poetizar passou.
Olhou o poema,
Voou, pousou...
Convidou-a a viver.
Foi certeza nos olhos,
Com presteza, a poetar.
Encantou-se,
Resistiu, surpreendida...
Sem nome,
Achado, encontrado,
Simplesmente vencido...
Partilhou da sua dor.
O poema fortuito
Jamais a abandonou,
É elo efusivo,
Escrito compulsivo.
"Procura‑te num poema como se estivesses diante de ti.
Verás que te vai habitar uma espécie de inocência, como se a tua sede desse lugar a uma nascente de água límpida. "
É atenção,
Respeito,
Tutela,
Vigilância,
Ruminação,
Convite à proteção,
Do tesouro valioso,
Da poesia no coração.
Subnutrido de beleza, meu cachorro-poema vai farejando poesia em tudo, pois nunca se sabe quanto tesouro andará desperdiçado por aí...
Quanto filhotinho de estrela atirado no lixo!
Pensamentos invadem o coração
na mais linda, terna emoção.
A poesia a ajuda a acalmar,
faz parte do seu doce amar.
Colhe frutos de perseverança,
vivencia terna bonança.
Poetiza o bem plantado, colhido,
togo ganho em seu duro ido.
Esvoaça sua roupa ao vento,
sente a brisa fresca ao relento.
Amanhece, anoitece na labuta,
a vida de poeta é luta.
Sente calor e paz na alma,
todo labor a acalma.
Sua colheita é bem fértil,
poetizar não a faz inútil.
(Foto pessoal)
Benquerer sem refletir,
Despeito sem produto feliz.
Devemos, por tudo,
Com o interior ereto e pleno,
Esse mérito retribuir.
Tendo como objetivo Deus
Envolvendo-nos.
Construindo-nos sempre...
Oferecer o recebido.
Em estrondo, extenso, frouxo e
generoso...
Um enorme bem no centro de nós
surge.
Eclodimos vivos e muito felizes.
Com o crescer do sentimento em
nosso ser,
Cedemos novos rumos,
embevecidos...
Plenos, envoltos de todo gozo
possível
No sentimento enorme surge no
horizonte
Um poema inusitado,
Navego nele, bem quista,
Sentindo a poesia bem-vinda.
(fot pessoal- Ilha de Marajó - Belém do Pará)
Em algum lugar, numa fazenda,
Há palhoças.
Em torno, alpendres e tendas
De um velho casarão, varanda.
A viajante cansada e terna
Alivia-se da cidade grande.
Lá encontra a bênção fraterna
A qualquer hora, a hospitalidade.
Dia e noite de luar.
Numa rede a poetizar
Ou numa cadeira a balançar.
Recebe a paz em profusão,
Distende o coração.
O coco verde, o cantar do galo,
A maritaca sem cerimônia,
Alegria total no lar,
Não fossem os doces a engordar.
Quase uma hospedagem sagrada.
A riqueza da bondade a se alinhar.
Pouco a pouco, desvendar
Mais um altar da poesia...
Há como não ficar extasiada?
"Ando tão inundada de levezas que qualquer vento de te rnura me transforma em poesia. A poesia é sagrada". A feto se mede em obr...